INSCRIÇÕES ABERTAS!

NUCLEOS

A Escola Livre de Teatro de Santo André abre inscrições gratuitas para 02 (dois) novos núcleos de pesquisa no segundo semestre de 2016. O Núcleo “TEATRO E RACIALIDADE – POÉTICAS E ALICERCES”, que será orientado por Jé Oliveira e o Núcleo “INTRODUÇÃO AO TEATRO DO OPRIMIDO”, que será orientado por Laura Brauer. As aulas acontecerão uma vez por semana, nos dias indicados com duração de 04 horas, no período das 14h às 18h.

Conheça os núcleos e saiba como se inscrever :

INSCRIÇÕES:

Para candidatar-se ao processo seletivo dos núcleos “TEATRO E RACIALIDADE – POÉTICAS E ALICERCES” e “INTRODUÇÃO AO TEATRO DO OPRIMIDO”, as pessoas interessadas devem ser maiores de 18 anos e deverão realizar inscrição exclusivamente via e-mail.

As inscrições deverão ser enviadas para o e-mail – escolalivredeteatro@santoandre.sp.gov.br – contendo no TÍTULO/ASSUNTO o nome do núcleo de interesse seguido do nome completo da pessoa interessada. O CONTEÚDO do e-mail deverá conter como anexo um arquivo único, formato PDF, com todas as informações solicitadas. Não serão aceitas inscrições cujos dados solicitados estejam digitados no corpo do e-mail. A ELT enviará uma resposta de confirmação do recebimento do e-mail.

DADOS NECESSÁRIOS:

  • Nome do Núcleo de Interesse.
  • Dados Pessoais:

Nome Completo
Data de Nascimento
Idade
Rg
Cpf
Endereço completo (Cidade/Estado/País)
Telefones
E-mail
Formação escolar

  • Carta de Interesse
  • Breve Currículo Artístico.

É obrigatória a entrega de uma foto 3X4 no dia da seleção prática. Chegar com meia hora de antecedência.

Ambos os núcleos aceitarão inscrições apenas de pessoas maiores de 18 anos.

As inscrições e as aulas serão gratuitas. A Escola Livre de Teatro de Santo André é um Projeto mantido pela Secretaria da Cultura do município de Santo André-SP.

PROGRAMAS E DATAS DE SELEÇÃO:

1. NÚCLEO TEATRO E RACIALIDADE: POÉTICAS E ALICERCES.

Período Vespertino
Orientação: Jé Oliveira

Inscrições até: 07 de agosto de 2016.
Processo seletivo: Aula Prática | 10 de agosto | quarta-feira | 14 horas.
Divulgação da seleção: 12 de agosto | O resultado será publicado no site – portallivredeteatro.com

Requisitos: Pessoas com experiência na área teatral e que saibam reconhecer e aplicar em si qualidades de movimento como: leve, pesado, rápido, lento, etc. Será feita uma aula-vivência com as pessoas.

Início das aulas: 17 de agosto
Dias de aula: Quartas-feiras, das 14h00 às 18h00.
Vagas: 20
Duração:  04 meses – até 30 de novembro de 2016.

Descrição do curso: O NÚCLEO TEATRO E RACIALIDADE: POÉTICAS E ALICERCES, se propõe a investigar por meio de treinamentos práticos e reflexões teóricas, modos de expressões artísticas, sobretudo as feitas pelo teatro, que possuem em seu alicerce poético preocupações raciais. Nos debruçaremos sobre uma parte da literatura teórica acerca da historicidade desse teatro, suas preocupações, necessidades e efetivações ao longo do século XX por meio de leituras prévias e debates coletivos. No campo prático buscaremos efetivar nossas proposições cênico-poéticas por meio de criações coletivas e/ou individuais.

Objetivo geral: Criar um espaço de reflexão, debate, aprofundamento e criação cênica tendo como norte, sobretudo, preocupações raciais.

Objetivos específicos: Ampliar o conhecimento acerca da história do teatro brasileiro com base na racialidade. Exercitar a criação coletiva por meio de treinos práticos que buscam o fortalecimento da potencialidade criativa da e do artista.  Conhecer e/ou aprofundar noções sobre raça, etnia, racismo, discriminação e preconceito.

 Metodologia: Leituras e reflexões coletivas acerca da literatura disponível na bibliografia. Trabalhos práticos de investigações artísticas que se debruçarão sobre a palavra falada, treinamentos físicos e criações dramatúrgicas cênico-poéticas. Reflexões acerca de criações artísticas contemporâneas: teatro, música, cinema, artes plásticas, dança, etc.

Bibliografia: 

BRECHT, Bertolt. Estudos sobre teatro. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2edição, 2005.
CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência. São Paulo: Cosac Naify, 3ºedição, 2014.
DA MATTA, Roberto. Relativizando: Uma introdução à antropologia social. Rio de Janeiro, Rocco, 1990.
GUIMARÃES, Antônio Sergio Alfredo. Como trabalhar com “raça” em sociologia. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 01, p. 93-108, 2003.
MENDES, Miriam Garcia. O negro e o teatro brasileiro. São Paulo: Hucitec – IBAC e Fundação Cultural Palmares, 1993.
NASCIMENTO, Abdias do. Teatro Experimental do Negro: Trajetória e Reflexões. São Paulo: artigo. 1997.
NOGUEIRA, Oracy. Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais. São Paulo: T.A. Queiroz, 1979.
RACIONAIS MC’S. Sobrevivendo no Inferno. São Paulo: Cosa Nostra, 1997.
ROSENFELD, Anatol. Negro, Macumba e Futebol. São Paulo: Perspectiva, 2007.

  • Jé Oliveira é graduando em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo – USP. É formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André e fundador do Coletivo Negro, onde é ator, dramaturgo e diretor desde 2008. Por meio das investigações com esse grupo foi indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro nas categorias: Melhor Elenco e Grupo Revelação (2012). Possui 6 peças escritas e encenadas: Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens (2016); {ENTRE}, Azar do Valdemar e Nóis (2014); Taiô (indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro na categoria: Melhor espetáculo de Rua em 2013) e Movimento Número 1: O Silêncio de Depois… (2011). Contribuiu artisticamente com os grupos: Ponto de Fiandeiras, Cia dos Inventivos, Cia do Miolo e foi por cinco anos (2005-2010) integrante do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.

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2. NÚCLEO INTRODUÇÃO AO TEATRO DO OPRIMIDO

Período Vespertino
Orientação: Laura Brauer

Inscrições até: 24 de agosto de 2016.
Processo seletivo: Aula Prática | 31 de agosto | quarta-feira | 14 horas.
Divulgação da seleção: 02 de setembro | O resultado será publicado no site – portallivredeteatro.com

Requisitos: Pessoas com ou sem experiência na área teatral.

Início das aulas: 07 de setembro
Dias de aula: Quartas-feiras, das 14h00 às 18h00.
Vagas: 20
Duração:  04 meses – até 14 de dezembro de 2016.

Descrição do curso: É um conjunto de jogos, exercícios e técnicas que pretende fazer da atividade teatral um instrumento eficaz para a compreensão e a procura de alternativas de resolução a problemas sociais e intersubjetivos, tentando criar uma reflexão em cena que conduza a ação fora da mesma. O Teatro do Oprimido (TdO) procura romper com a passividade própria do espectador teatral, onde uns observam o produto do que outros fazem; e propõe que os sujeitos que participam assumam um papel ativo na reflexão e na ação.  Trata-se da democratização do pensamento, o intercâmbio e o diálogo de ideias, para chegar a ações concretas; com o objetivo último de que o ato que transforma uma realidade em cena, resulte um ensaio para atos que transformem também na realidade fora de cena.

Objetivo geral: Um percurso pelas diferentes técnicas e propostas do arsenal do TdO, que permitem aos participantes uma abordagem teórico-prática, que poder ser transposta e utilizada em outros contextos. Uma caixa de ferramentas teatrais prontas para serem utilizadas onde se considere necessário.

Metodologia: Exercícios práticos do arsenal de jogos e técnicas do Teatro do Oprimido criado por Augusto Boal. Material teórico complementar. Reflexões conjuntas. Construção de cenas de Teatro Fórum.  Apresentações públicas.

Conteúdo: Introdução ao TdO. A árvore do Teatro do Oprimido./Princípios e conceitos básicos/ Prática: Jogos, exercícios e técnicas./ Jogos e técnicas do Teatro Imagem/ Imagem da cena/ Demonstração de Teatro Forum/ Construção de cenas/Intervenções. Teatro Fórum. Teoria: o que é o teatro fórum?/Prática: categorias do arsenal/ Relatos de situações de opressão. Construção de cenas. /Técnicas de ensaio Teatro Fórum.

Bibliografia: 

De Augusto Boal:

  • Técnicas Latino-Americanas de Teatro Popular São Paulo: HUCITEC, 1975
  • Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985
  • O Arco-Irisdo Desejo Método Boal de Teatro e Terapia Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990
  • Teatro Legislativo Rio de Janeiro:Civilização Brasileira, 1996
  • Jogos para atores e não atores- Civilização Brasileira – 1999
  • “Hamlet e o filho do padeiro” – Civilização Brasileira- 2000
  • Teatro deloprimido, Buenos Aires, interZona, 2015
  • Juegospara actores y no actores, Buenos Aires.
  • Laura Brauer é atriz, diretora e professora de interpretação. Formou-se em 2003 no Colégio Superior das Artes do Teatro e da Comunicação (CoSATyC – Argentina). Realizou cursos de clown com Daniel Casablanca e Hernán Gené. Cursou o seminário de “Comedia dell`arte” com Jorge Costa, Técnica Meisner com Yoska Lázaro e Iñaki Moreno. Formou-se em técnicas de “Teatro do Oprimido” com Augusto Boal (Brasil), Jana Sanskriti (India) e Till Baumann (Alemanha) , entre outros. Participou do curso da escola de teatro “Ernst Busch” (Berlim) com a atriz do Berliner Ensemble Carmen Maja Antoni e realizou o workshop de teatro documentário “Theatre and HistoryHistory Counts, com Hans Werner Kroessiger, no Berliner Festspiele (Alemanha).  Em 2005, torna-se bolsista da Secretaria de Cultura de la Nación para a investigação sobre técnicas do ator de BERTOLT BRECHT, em Berlim. Sobre a experiência, publica artigos na Revista “El Apuntador” e dá cursos para atores  e não atores em Argentina e Brasil. Em 2007, é bolsista da Academia de Arte de Berlim e coordena o projeto  “Actuarnos Otros” com base no Teatro do Oprimido. Com o grupo de mesmo nome, vem participando em festivais nacionais e internacionais. Sobre Teatro do Oprimido, deu cursos na Holanda, Portugal, Inglaterra, Brasil e Argentina. 

    Em maio de 2010, recebe  bolsa do Instituto Goethe para participar do “Forum Internacional”, em Berlim, no Berliner Festspiele. Em 2011, é convidada pela Secretaria de Cultura de Münster para realizar oficina para multiplicadores de Teatro do Oprimido, a qual desenvolve também em 2012, em Faro, Portugal.  Como atriz, participa de diferentes peças em Buenos Aires, Berlim e Londres, entre elas, no grupo Des Armadero Teatro (prêmios de melhor peça e melhor atriz no Festival La Tigra – Chaco, com a peça “Objeto Mujer”). Em Berlim, atua no projeto TuSch, no teatro HAU 2, entre outros. Atua no Festival “CASA Latin American Theatre Festival”, em Londres, onde é artista associada. Em São Paulo realizou a peça “Potestad” junto a Celso Frateschi e com direção de Pedro Mantovani. Participou ainda da filmagem de “Opera dos Vivos”, com a Companhia do Latão, e do filme “Sem Raiz” de Renán Rovida.  Respeito de trabalhos de Teatro do Oprimido, trabalhou em prisões, escolas, centros culturais e de bairros ao longo de oito anos. O Grupo que dirigiu trabalhou com a proposta fazendo apresentações na Argentina e participando de encontros internacionais. .  Respeito de trabalhos sobre B.Brecht participou da montagem de “Baal” em Berlim, na “Ernst Busch Schauspielschule” e em Buenos Aires de “Terror e Miséria do Terceiro Reich”;”A exceção e a regra”; “Lux in Tenebris” e  “Quanto custa o ferro?”. Atuou em “Santa Juana de los Mataderos” dirigida por Pedro Mantovani, adaptou e dirigiu “A compra do latão”, e adapto e coordenou o projeto cénico da peça “A boa alma de Sezuan“. Organizou junto a seu grupo o I e II Encontro Internacional sobre “A POSSÍVEL ATUALIDADE DE BRECHT”, em 2012 e 2014 em Buenos Aires.  Em São Paulo, é professora na Escola Livre de Teatro de Santo André e na UFABC e de cursos independentes sobre as propostas do Brecht e de Boal para atores e não atores.

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