O último carro

SINOPSE

Um trem desgovernado: diante do perigo, podemos decidir entre viver ou morrer. Viver exige ação. Vontade. Mas há os que preferem parar.

O ator em cena: um homem responsável pela história a ser contada. Responsável por todos os lados.

Pela transformação do espaço, pela evolução da trama. pela música externa e interna, pela opinião inerente a cada gesto, responsável pela construção de cada imagem. A tarefa é jogar o jogo do teatro: optar por este gesto e não por outro, selecionar, tomar consciência, exercitar a vontade, pois destruir é sempre fácil. Construir exige inteligência e organização.

O Último Carro, lindo texto de João das Neves, artista tão fundamental para o teatro do Brasil, deu então a estes 21 jovens atores a possibilidade de pela primeira vez experimentar o poder do teatro e o incrível poder de ser responsável pelos próprios atos.

Um espetáculo criado para ser metáfora. O palco nu, poucos elementos. Por obra da vontade surgem a estação, o trem, a história que quer se contar. E, por fim, ainda uma pergunta: em país, o nosso, por que não, por obra da mesma vontade, viver o sonho que se quer viver?*

*O texto foi escrito por Georgete Fadel e Gustavo Kurlat e retirado do programa do espetáculo. Não há registro escrito da sonoridade do trabalho, construída toda com madeira e tendo por base o conceito de se criar espaços a partir do som e de sua execução, além de se buscar representar os sons de um trem propriamente.

FICHA TÉCNICA

Formação 2 (2000)

Direção: Georgette Fadel

A partir da obra homônima de João das Neves.

Assessoria dramatúrgica: Antônio Rogério Toscano e Vadin Nikitin.

 

Anúncios